terça-feira, novembro 22, 2005

O Jardim (VIII)

Da implacabilidade das suas decisões
Da eficácia sonora dos seus passos
A injustiça fria do humanismo.

Eis o Dente-de-Leão
Feroz destemido arrogante.

Bebe à saciedade o sangue
Dos que lhe passam perto.
E esquece a lonjura da sua fraqueza.

Despreza a história dos fracos
Mas por vezes é absorvido
Pela segurança dos esquecidos.

Os trovadores cantam-lhe as vitórias.
É o que se conhece.
O resto...
Tempo de mentira
Em rostos de máscaras obscenas.

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